2leep.com

18 de novembro de 2014

Direitosos e direitices


Simpatizar com esse ou aquele partido ou ideologia é uma conquista da democracia mas parte da direita brasileira emburreceu a tal ponto que, visando tentar reverter uma derrota eleitoral, parece disposta a sacrificar qualquer coisa. Até mesmo a própria democracia.


Esses "direitosos" se mostram absolutamente desinformados e na ausência de argumentação racional e razoável repetem chavões desconexos que só na cabeça deles faz algum sentido. É "vai pra Cuba" ou "Fora PT" ou "Nunca houve tanta corrupção no Brasil". Isso quando não agridem mesmo.


Discordar é um direito mas de forma civilizada e sempre fundamentado. Se assim não for o cidadão passa a mero fantoche do poder repetindo frases desconexas por aí.

Não seja esse fantoche não importa a sua ideologia.


Bom lembrar que estudar um pouco de história e ciência política não faz mal a ninguém.

30 de outubro de 2014

Dilma fala sobre o terrorismo eleitoral da Revista Veja


"Meus amigos e minhas amigas, eu gostaria de encerrar minha campanha na TV de outra forma, mas não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos. Uma atitude que envergonha a imprensa e agride a nossa tradição democrática. Sem apresentar nenhuma prova concreta e mais uma vez baseando-se em supostas declarações de pessoas do submundo do crime, a revista tenta envolver a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras que estão sob investigação da justiça. Todos os eleitores sabem da campanha sistemática que a revista move há anos contra Lula e contra mim, mas dessa vez a Veja excedeu todos os limites. Desde que começaram as investigações sobre ações criminosas do Senhor Paulo Roberto Costa eu tenho dado total respaldo a Policia Federal e ao Ministério Público até a sua edição de hoje, às vésperas das eleições que em todas as pesquisas, apontam a minha nítida vantagem sobre meu adversário a maledicência da Veja tentava insinuar que eu poderia ter sido omissa na apuração dos fatos. Isso já era um absurdo, isso já era uma tremenda injustiça, hoje a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética pois insinua que eu teria conhecimento prévio dos maus feitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime, é mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições. A começar pela antecipação da edição semanal para hoje sexta-feira, quando normalmente chega às para as bancas no domingo, mas como das outras vezes e nas outras eleições Veja vai fracassar no seu intento criminoso, a única diferença é que dessa vez ela não ficará impune. A justiça livre desse país seguramente vai condená-la por esse crime. Ela e seus cúmplices tão pouco conseguirão sucesso no seu intento criminoso. O povo brasileiro tem maturidade suficiente para discernir entre a mentira e a verdade. O povo brasileiro sabe que não compactuo e nunca compactuei com a corrupção. A minha história mostra isso. Farei o necessário doa a quem doer, de investigar e de punir quem mexe com o patrimônio do povo. Sou uma defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da nação não pode aceitar que mais uma vez se divulgue falsas denúncias no meio de um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas e eu darei minha resposta na justiça."


28 de outubro de 2014

A idade média passou

A molecada da rua de trás - Herval Vosvkacha Netoscka


Votei em branco, mas esse papo de impeachment tá bem filho de papai mesmo. Quando perde pega bola e quer acabar com a brincadeira. Só que tem uma diferença, dessa vez a bola é da molecada da rua de trás, e é isso que está matando os filhos de papai Brasil a fora.

Se for pra ter impeachment o senador tem que renunciar e ser declarado inelegível pelo aeroporto, avião do pó, e outras coisas.

Vamos aceitar o resultado e lutar por idéias e não pessoas ou partidos.

A molecada da rua de trás não exclui, mas a presença deles na brincadeira incomoda. Esse é o problema.

Relembrando votei em branco, não defendo o PT, mas sim a ideia de que pobre também tem que ter dignidade, olhar no olho do patrão e falar que não vai trabalhar se não pagarem seus direitos e se falar que é por conta de bolsa qualquer coisa, ótimo.


Esse é o tipo de atitude que os críticos dos programas chamam de exclusão dos ricos. Eles estão sendo excluídos porque estão perdendo seus escravos.

24 de outubro de 2014

Desespero da Veja

18 de outubro de 2014

Acabar com a corrupção votando no Aécio - Sergio Azevedo


Para quem pensa que vai acabar com a "corrupção" votando no Aécio...

Se o escândalo contra a Petrobrás era para ser a bala de prata desta eleição, o tiro saiu pela culatra. Quase a metade dos nomes listados na delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, é de políticos ligados não à campanha de Dilma Rousseff, mas à de Aécio Neves e Marina Silva. Dos 16 nomes, sete estão contra Dilma, pública, notória e oficialmente.

O detalhe, que é do tamanho de um elefante, tem passado despercebido na "grande" mídia. Será por quê?

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é candidato ao governo do Rio Grande do Norte, apoia Aécio e tem uma chapa formada pelo PSDB, DEM e também pelo PSB.

Romero Jucá, do PMDB de Roraima, declarou apoio e fazia entusiasmada campanha para Aécio. Jucá brigou com Dilma quando foi afastado, em 2012, da liderança do governo no Senado, o cargo quase vitalício que ocupou, pela primeira vez, durante o governo FHC. Ao finalmente romper com um governo e ir para a oposição, Jucá declarou que o fazia por razões ideológicas e "acusou" Dilma de ser socialista.
  

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) liderou a resistência que tentou impedir o apoio de seu partido a Dilma. Depois, organizou a dissidência do Diretório do Rio de Janeiro, que apoia Aécio. A mesma coisa fez João Pizzolatti, que é presidente do PP de Santa Catarina e articulou o apoio desse diretório a Aécio. O PP-SC também fez barba, cabelo e bigode: além de estar com Aécio, o chapão de Pizzolatti inclui a aliança com as candidaturas de Paulo Bauer a governador, pelo PSDB, e de Paulo Bornhausen ao Senado, pelo PSB.

Eduardo Cunha, deputado federal pelo PMDB-RJ, dispensa maiores apresentações. É o inimigo público nº 1 de Dilma dentro do PMDB e foi o principal articulador do apoio majoritário desse partido, no Rio, ao candidato Aécio Neves.

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, embora publicamente tenha feito declarações favoráveis a Dilma, patrocina a aliança conhecida como "Aezão", ou seja, a adesão dos tucanos à candidatura do governador Pezão (PMDB), que é candidato à reeleição. Em troca, a maior parte do PMDB fluminense garantiu apoio governista à combalida campanha de Aécio naquele estado.


Eduardo Campos (PSB) — também citado na delação —, como é notório, saiu candidato à presidência da República, levou o PSB para a oposição ao governo Dilma, aliou-se a Marina Silva e organizou as dobradinhas com Aécio em vários estados.

A propósito, até o momento, a defesa de Campos tem ficado restrita a alguns membros do PSB. Marina nem mesmo se deu ao trabalho de rechaçar prontamente as denúncias feitas contra uma pessoa de quem ela se dizia firme aliada por uma nova política.

A enigmática frase da candidata — de que "não queremos ver Eduardo morrer duas vezes" — mostrou que, até mesmo em relação a Eduardo Campos, Marina Silva está mais que propensa, de novo, a mudar de ideia.

Uma simples conferida na lista deixa claro que o escândalo foi qualquer coisa, menos algo feito com o claro propósito de ajudar a campanha de Dilma.

Sergio Azevedo

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Sergio Azevedo é gente boa, véi de guerra e manja dos paranauê da política.

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Texto compilado do Contexto Livre

13 de outubro de 2014

Privatizações: a Distopia do Capital - Silvio Tendler - 2014



O novo filme de Silvio Tendler ilumina e esclarece a lógica da política em tempos marcados pelo crescente desmonte do Estado brasileiro. A visão do Estado mínimo; a venda de ativos públicos ao setor privado; o ônus decorrente das políticas de desestatização traduzidos em fatos e imagens que emocionam e se constituem em uma verdadeira aula sobre a história recente do Brasil. Assim é Privatizações: a Distopia do Capital. Realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), com o apoio da CUT Nacional, o filme traz a assinatura da produtora Caliban e a força da filmografia de um dos mais respeitados nomes do cinema brasileiro.

Em 56 minutos de projeção, intelectuais, políticos, técnicos e educadores traçam, desde a era Vargas, o percurso de sentimentos e momentos dramáticos da vida nacional. A perspectiva da produtora e dos realizadores é promover o debate em todas as regiões do país como forma de avançar “na construção da consciência política e denunciar as verdades que se escondem por trás dos discursos hegemônicos”, afirma Silvio Tendler.

Vale registrar, ainda, o fato dos patrocinadores deste trabalho, fruto de ampla pesquisa, serem as entidades de classe dos engenheiros. Movido pelo permanente combate à perda da soberania em espaços estratégicos da economia, o movimento sindical tem a clareza de que “o processo de privatizações da década de 90 é a negação das premissas do projeto de desenvolvimento que sempre defendemos”.


7 de outubro de 2014

Brasil de 2002 x Brasil de 2013 - Dados da OMS, ONU, Banco Mundial, IBGE, Unicef, etc

Dados de fontes diversas que demonstram que o Brasil melhorou muito em relação ao que era no tempo do PSDB. Não gostar desse ou daquele partido é um direito garantido na democracia mas negar os avanços demonstrados por números é maluquice.

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ECONOMIA



1. Produto Interno Bruto:

2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita:

2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público:

2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES:

2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil:

2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal:

2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos:

2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola:

2002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto:

2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais:

2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa:

2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos


GERAÇÃO DE EMPREGOS



12. Empregos Gerados:

Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego:

2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

PETROBRAS



14. Valor de Mercado da Petrobras:

2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras:

Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

FALÊNCIAS REQUERIDAS



16. Falências Requeridas em Média/ano:

Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

EVOLUÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO



17. Salário Mínimo:

2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas:

2002 – 557%
2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo:

2002 – 13ª
2014 – 7ª

20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:

2002 – 86,21
2014 – 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas:

2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

EXPORTAÇÕES



23. Exportações:

2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

INFLAÇÃO



24. Inflação Anual Média:

Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:

2002 – 18,9%
2012 – 8,5%

27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

ENERGIA



30. Capacidade Energética:

2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

EDUCAÇÃO



35. Criação de Universidades Federais:

Governos Lula e Dilma – 18
Governo FHC - zero

36. Criação de Escolas Técnicas:

Governos Lula e Dilma – 214
Governo FHC - 0
De 1500 até 1994 – 140

37. Desigualdade Social:

Governo FHC - Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%

38. Produtividade:

Governo FHC - Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza:

2002 – 34%
2012 – 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza:

2003 – 15%
2012 – 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano:

2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730

MORTALIDADE INFANTIL



42. Mortalidade Infantil:

2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde:

2002 – R$ 28 bilhões
2013 – R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação:

2002 – R$ 17 bilhões
2013 – R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior:

2003 – 583.800
2012 – 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA):

2002 – 1.446
2013 – 224

47. Operações da Polícia Federal:

Governo FHC - 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal:

2003 – 100
2010 – 513

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FONTES:
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE
26 – Banco Mundial
Leia mais em Hildegard Angel.

Lembra como era???


1 de outubro de 2014

A Petrobras do PSDB em uma imagem

30 de setembro de 2014

O mundo acabou sim - Alexandre De Oliveira Périgo


É a falência absoluta da atividade cerebral humana.

Absoluta.

Vejo gente apoiar efusivamente o PM que assassinou o ambulante na Lapa, em Sampa.

Vejo Marina Silva entre risos dizer-se "magrinha" e chamar Dilma de "gorda" numa palestra, como se isso qualificasse uma e desqualificasse a outra.

Vejo gente dizer que o astrólogo e caçador de ursos Olavo de Carvalho é "filósofo" e "muito invejado pelos esquerdopatas por sua capacidade e conhecimento".

Vejo gente enaltecendo Renato Russo e Cazuza como se Fernando Pessoa e Camões fossem.

Vejo gente criticar os programas sociais do governo federal e não se importar com os lucros imorais dos bancos.

Vejo gente legitimar o extermínio palestino por parte de Israel.


Vejo gente reproduzir notícias sem verificar minimamente suas fontes, simplesmente por ratificarem sua opinião pessoal.

Vejo gente acreditar piamente que um "golpe comunista está em curso" no Brasil.

Vejo gente que é contra o aborto mas que clama pela redução da maioridade penal.

Vejo gente que recrimina o preconceito racial chamando os acusados de tal crime de "viado", "puta" e outras aberrações sexistas e machistas.

Vejo paulistanos ricos reclamarem de ciclovias e pedirem o fechamento de museus.

Vejo Obama ganhar um Nobel da Paz enquanto mata crianças árabes no atacado e no varejo.

Vejo gente dando e tomando tiros no centro de Beagá por causa de um jogo de futebol.

Vejo gente que nunca ouviu falar em Waldir Azevedo dizer que Beyoncé é uma "grande artista".

Vejo gente criticar filósofos e pensadores e que mal sabe escrever seus nomes sem a ajuda do Wikipedia.

Vejo Aécio Neves com lama até as orelhas ter a coragem de falar em "corrupção petista".


Vejo gente defendendo a meritocracia e rindo das piadas de Danilo Gentili.

Vejo religiosidade cega se propagando como fogo em palha seca, com suas divindades fantasiosas usadas como respostas peremptórias e definitivas para tudo.

Vejo gente "revolucionária" preocupada com as mazelas e injustiças humanas de toda ordem e que não dá a mínima para os próprios filhos.

Vejo gente crer de modo pueril que o 11 de Setembro de 2001 foi um "atentado terrorista contra a liberdade e a democracia, arquitetado e orquestrado por árabes infiltrados na América".

Vejo Dilma com um acentuado discurso de esquerda durante a campanha eleitoral que provavelmente sumirá após sua eventual vitória.

Vejo gente inteligente afogando-se em seus próprios egos.

Vejo ódio por todos os lados e poros; e vejo ignorância camuflada de pseudo-cultura.


É a falência absoluta da atividade cerebral humana.

Absoluta.

Os maias estavam certíssimos: o mundo acabou sim.

Só não nos demos, zumbis que somos, conta disso.

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Alexandre é meu camarada virtual, gente boa e pai de uma guriazinha muito linda.

18 de junho de 2014

Zeitgeist - Addendum - 2008


Segundo filme da trilogia Zeitgeist.
Para assistir e pensar.


Zeitgeist Addendum foi lançado no ano de 2008 sendo o segundo filme da trilogia dirigida por Peter Joseph. Aborda questões sobre a forma de emissão de moeda nos EUA, a atuação da CIA, o mundo empresarial e sua influência nos governos, instituições financeiras e religiões. Mostra a corrupção existente nas instituições e os malefícios de uma sociedade consumista.



Assista também:

Zeitgeist - The Movie - 2007

Zeitgeist - Moving Forward - 2011

Link para a página oficial

Zeitgeist - The Movie - 2007


Para assistir e pensar.
Versão completa.



Produzido por Peter Joseph, o filme aborda temas como religião, 11 de setembro e o funcionamento do Federal Reserve. Lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007. O filme é estruturado em três partes:

Primeira: "The Greatest Story Ever Told" - "A maior história já contada" - início aos 13 min

Segunda: "All The World's A Stage" - "O mundo inteiro é um palco" - aos 40 min

Terceira: "Don't Mind The Men Behind The Curtain" - "Não se importem com os homens atrás da cortina" - aos 74 min

Assista também:


Zeitgeist - Moving Forward - 2011

17 de junho de 2014

Assim não há credibilidade que resista

No início a Globo - na voz do Jabor - chamava os manifestantes de desocupados que protestavam por mero vinte centavos. O diretor de pornochanchadas acabou tendo que fazer um mea culpa logo depois.


Quando a coisa tomou corpo a Globo fez um "especial" de muitas horas mostrando as manifestações ao vivo. Era uma clara tentativa de tirar as atenções das redes sociais. Lembro que no final a repórter disse que o protesto era uma "festa da democracia".


A partir dali, em todos os protestos seguintes, os manifestantes eram chamados de vândalos nos noticiários da Globo. Mas na internet a Globo era rotineiramente desmentida por toneladas de vídeos.


Agora, que a mesma Globo sofre uma crise a Copa - pois se divide entre ter que agradar seus patrocinadores e ao mesmo tempo derrotar o evento visando as eleições - acabei de ver a Globo chamar os manifestantes de manifestantes.

Assim não há credibilidade que resista.

9 de junho de 2014

Os discursos de Dinho Ouro Preto - Alexandre Périgo


Nem faz tanto tempo assim e havia um enorme contingente de pessoas, em todas as classes sociais, que se orgulhava de dizer que "detestava política". E eu, marxista de tudo e inocente que só, achava isso o fim da linha.

Mas hoje não, esse Brasil não existe mais; agora todo mundo é "politizado". Pena que tal politização seja mais simplista que os discursos de Dinho Ouro Preto. E tal simplismo vem (mal) acompanhado de um maniqueísmo de fazer qualquer novela da Globo, filme de Hollywood ou livreto de José de Alencar pulularem de inveja. É o "maniqueísmo-Brasil", muito pior que qualquer "custo-Brasil" ou "fator-Brasil" que inventem por aí.

E nesse tabuleiro vermelho e azul há de um lado (que eles pensam ser o lado esquerdo, mas não é) os que defendem o governo federal a qualquer custo, totalmente avessos a criticas e cegos, totalmente cegos frente aos erros cometidos pelo PT nos últimos 12 anos. Estes gostam até de colocar apelidos infantilizados em seus inimigos políticos, veja a que ponto se chegou.

Do outro lado (que eles dizem ser o centro, mas não é) há os que babam e que tomam para si posições neofascistas sem ao menos se darem conta disso. Acham, entre uma Caps Lock e outra, que quem é contra os linchamentos nas ruas é a favor de bandido, que quem gosta de futebol é comunista, que todo petista é bandido e que quem aponta machismos é gayzista. Esses não costumam ter idéias nem apoiar ninguém efetivamente. Contentam-se em criticar os do outro lado.

Ambos os grupos, apesar de parecerem antagônicos, pautam-se num princípio comum: se não está conosco é contra e, portanto, não presta. Maniqueísmo-Brasil na veia.

Enquanto esses dois grupos se espezinham, espremidos num cantinho ficam aqueles coitados que sempre foram politizados realmente, que se preocupam em beber de fontes sérias antes de se posicionarem e que são, sobretudo, críticos. Mas nesse novo país politizado esses aí não tem vez.

Hoje até comprar álbum de figurinhas de um torneio de futebol pode te qualificar para alguns ("tamo junto, companheiro!") ou te demonizar pra outros ("petralha maldito!"). Tresloucados novos tempos, quem diria: eu e meu marxismo dialético preferíamos o Brasil dos que detestavam política e que adoravam Copa do Mundo...

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Sobre o Autor: Alexandre Périgo é um paulista-mineiro, gente boa, pai da Pitú e grande amigo virtual.

Educação é tudo

8 de junho de 2014

O mundo, segundo os EUA

Fonte: Lunação

O Complexo de Vira-latas - Leandro Caproni - 2014


O termo Complexo de Vira-Latas denomina um sentimento característico de determinadas classes da sociedade brasileira. Esse sentimento, marcado por derrotismo, pessimismo e má informação, está muito ligado à negação do que somos como brasileiros. O documentário O Complexo de Vira-Latas explica esse sentimento, discute o tema e faz um breve panorama social e político da realidade brasileira.



Direção

Roteiro
Leandro Caproni
Priscila Chibante

Produção 
Diego Silva
Bruno Silveira
Nathália Bomfim
Priscila Chibante
Bruno Aranha

Leitura da Crônica
Wallace Soares


7 de junho de 2014

Primeiro julgamento de PMs em função da conduta nos protestos

O vídeo



"FLAGRANTE 1: Vergonha: No Rio, policial forja posse de morteiro para deter um jovem manifestante durante o protesto dos professores no dia 30 de setembro, no Centro do Rio.

As imagens mostram o policial jogando três morteiros aos pés de um rapaz, que caminhava acompanhado por um grupo pela Rua São José, por volta das 20h30m. Em seguida, ele é algemado por outro PM e levado pela rua, sob protestos de outros manifestantes. No vídeo, ouve-se claramente o policial dando voz de prisão ao rapaz. "Eu não fiz nada", diz o jovem, ao ser algemado. "Está preso, está com três morteiros", responde o PM.

SOBRE A FALSA ACUSAÇÃO DE FLAGRANTE FORJADO

A acusação de flagrante forjado é grave e, neste caso, equivocada. O menor exposto no vídeo sendo detido pela PM não teve imputada a ele nenhuma posse de morteiro ou similar. Não houve flagrante. Ele foi conduzido para a delegacia onde foi feito apenas um registro de Conduta Atípica, sem atribuir a ele posse de nenhum material.

O procedimento 005-10087/2013 da 5ªDP (Mem de Sá) registra o encontro de três (3) morteiros na calçada. Não atribui sua posse a nenhum manifestante. Minutos antes de sua detenção, o menor foi visto em correria junto com outros manifestantes mascarados. A autoridade policial o deteve apenas para averiguação. Ele foi liberado na delegacia na presença de uma responsável. Vale lembrar que na noite seguinte, de terça-feira (01/10) foram depredadas 23 agências bancárias, e duas lojas de telefones celulares (ambas com furto de material)", encerra a nota divulgada pela polícia.

FLAGRANTE 2:

Policiais infiltrados causam tumulto ao passar pelo meio da própria polícia militar, não sendo previamente reconhecidos pelos mesmos. Vídeo feito durante a manifestação da recepção do Papa no Rio de Janeiro, 22 de Julho às 19:53 na Av. Pinheiro Machado, em Laranjeiras."


"O julgamento desse PMERJ será nessa próxima semana. Pedimos que divulguem o vídeo. Na próxima quarta-feira, 11/06/2014, vai ocorrer a audiência para ouvir as testemunhas de acusação do caso em que o Major Fabio Pinto e o Tenente Bruno Ferreira acusaram falsamente o Isaac, menor de idade, de carregar morteiros num protesto. Vídeos provam que o tenente jogou os morteiros no chão.

A acusação é de constrangimento ilegal, de acordo com o Código Penal Militar. A audiência ocorrerá no Cartório da Auditoria Civil Militar, que fica na Av. Erasmo Braga, 115, 13º andar, sala 1.304, no Fórum, às 13h30. Este é o primeiro julgamento no país de PMs por crimes cometidos em protestos desde que começaram as manifestações em junho de 2013.

Vamos apoiar, seja divulgando, seja comparecendo ao Fórum no dia do julgamento."


O momento que o policial joga o material no chão.


Uma observação importante:

Não há previsão legal para "prender para averiguação" ou para registrar "conduta atípica". Isso é prisão ilegal, logo, decorrente de abuso de autoridade.

No atual ordenamento jurídico brasileiro a prisão só é legal se: 1) for em decorrência de flagrante por conduta prevista como crime ou; 2) resultante de ordem judicial.

Qualquer outra forma de prisão é ilegal.

Importante destacar também que a PM agiu claramente sob as ordens e "proteção" do então Governador Ditador Cabral. Agora ele não é mais governador. O Secretário de Segurança dele está sendo acusado pelo MP de improbidade.

E adivinha quem vai ser punido???

Cabral ou o policial???

5 de junho de 2014

Fifa invade, saqueia e vai embora

3 de junho de 2014

Decálogo de Bertrand Russell


•Não tenhas certeza absoluta de nada.

•Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.

•Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.

•Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.

•Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.

•Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.

•Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.

•Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.

•Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.

•Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.

Leonel Brizola x Globo - Direito de Resposta


No dia 15 de março de 1994, o âncora do Jornal Nacional, Cid Moreira, foi obrigado por uma ordem judicial a ler o direito de resposta dado a Leonel Brizola. Um dia que entrou para a história.

Assista e divulgue.

21 de maio de 2014

Rafucko no JN - assista antes que a Globo censure (de novo)













A Globo por décadas ditou o que seria ou não verdade em nosso país e de tanto impor suas mentiras repetindo-as a exaustão parece que começou a acreditar nas próprias. O caso é que os meios de comunicação mudaram e atualmente a palavra de ordem é interação.

Na interatividade não existe ensaio, não existe planejamento que resista mais de quinze minutos. Tudo ficou pulverizado e imprevisível. Mas a Globo do alto de sua arrogância quer acreditar que "O Estado é ela". O texto falado no editorial, embora num primeiro momento pareça bonitinho e corretinho vai sendo "revelado" em toda sua hipocrisia global.

Já foi. Não é mais.

O Rafucko mandou muito bem no vídeo e a Globo tenta de toda a forma tirar da net. Não vai conseguir. 

Assista e divirta-se.



Se o vídeo sumir tente nos links abaixo:

Youtube: http://youtu.be/Z63YMbCZnkU
Vimeo: https://vimeo.com/86991705
Wetransfer (mp4 para download): http://we.tl/b8EFTUTF3R

De: Rafucko

19 de maio de 2014

O Brasil é Penta - Latuff

CineArteUm. A evolução do cinema.

17 de maio de 2014

José Olímpio (PP-SP) - Deputado Federal justifica Projeto de Lei 7561/2014 citando a bíblia

Estamos perdidos e caindo em velocidade crescente para o fundo do poço. Trevas medievais e mitos da idade do bronze voltam a assombrar e para isso usam o dinheiro dos impostos. Multiplicam-se os fundamentalistas, aproveitadores, ignorantes e desavisados que estão cada dia mais descaradamente afrontando o Estado Laico.
















O Deputado Federal José Olímpio (PP-SP) apresentou como justificativa para seu PL 7561/2014 - que  tem como objeto o combate à ordens satânicas (seja lá que merda for essa) - o livro apocalipse capítulo 13 versículos 16 e 17 transcrito a seguir: "– E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, 17 – Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”.

Numa democracia, onde a Constituição determina ser o Estado Laico, quando um político - que recebe dinheiro público - usa um livro de sua religião para fundamentar a criação de uma lei que pretende "combater nova ordem satânica" é sinal que algo está errado. Muito errado.

Leia a matéria na íntegra no Congresso em Foco e tire suas conclusões. Chega a ser vergonhoso ter entre os representantes do povo brasileiro cidadãos com o pensamento de tal forma anacrônicos e com propostas tão inúteis e retrógradas.

Mas afinal, o proponente da ridícula lei com seus inconstitucionais fundamentos seria:

(   ) fundamentalista
(   ) aproveitador
(   ) ignorante
(   ) desavisado

9 de maio de 2014

Multiplicar Conhecimento - Celia Schultz

Gente, o problema não é Sherazade falando ou a mídia manipuladora. O problema também não é a Corte Portuguesa de 1500 nem a Ditadura de 64... O bonde andou, já estamos na era do trem bala. O problema é ter uma soma significante de pessoas que não sabem interpretar textos, ter discernimento no que escuta e etc.


Só aumentar a alimentação e o número de escolas não resolve. Só dar trabalho também não resolve. Robôs trabalham e daí??? Temos um problema sério de base comum. Esse problema é o princípio motriz.

Precisamos de identidade cultural, ainda estamos fragmentados aqui. São Paulo é um, Rio é outro, Nordeste é outro e estamos distantes demais. Precisamos de unidade sem mais picuinhas. Precisamos de letramento, começando por adultos. Precisamos exigir ciência, filosofia e artes para todas as crianças.

Sherazade e mídia sãos os menores de nossos problemas. Estão atacando os galhos e esquecendo do tronco (parafraseando Raul). Talvez seja interessante emitir menos opiniões e multiplicar mais conhecimento. 

Apenas isso.



29 de abril de 2014

Canal Livre Entrevista José Mujica


"Os jornalistas Ricardo Boechat, Fernando Mitre e Fabio Pannunzio viajaram até o Uruguai para entrevistar o presidente do país, José Mujica. Eleito em 2009, "El Pepe" vive e casa modesta na zona rural de Montevidéu, doa maior parte do seu salário para pessoas carentes e se locomove no seu fusca 1977."



José Alberto Mujica Cordano, ou Pepe Mujica, nasceu em Montevidéu em 20 de maio de 1935. Foi eleito Presidente da República Oriental do Uruguai eleito em 29 de novembro de 2009. Foi também deputado, ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca e militou em atividades de guerrilha como membro do Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros durante o período de ditadura no Uruguai. Passou 14 anos na prisão  sendo libertado em 1985 no final da ditadura.

Mujica recebe aproximadamente 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país mas doa 90% de seu salário para ONGs e pessoas carentes. Seu carro é um fusca e ele é ateu. Mora em um sítio próximo de Montevidéu. Vive com o que sobra do seu salário - cerca de R$ 2.538,00 - “Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com bem menos”.

27 de abril de 2014

Copa do Mundo, FIFA e outros bichos - por Guima


Acabou. Não há o que se fazer. A Copa do Mundo já passeia sorridente pelas ruas do país. Por mais que se façam manifestações, não acredito que consigam parar tanta euforia. Digo euforia, por rimar com alegria, idolatria e tantos  outros substantivos abstratos, que infelizmente, ganham status de concretude, diante de uma situação de miséria, corrupção e insegurança.


Acredite! Não estou aqui para torcer contra o Brasil ou a favor da Argentina. A minha causa  é mais nobre. Não temos moral para patrocinar um evento como este. Pelo ao menos, enquanto nossas paisagens exuberantes dividirem espaço com mendigos  dormindo sob as marquises. Com usuários de Pelé, Zico, Romário e Neymar espalhados por toda a cidade ou enquanto  a  nossa educação estiver aguardando uma ambulância da SAMU para ser socorrida.


Neste exato momento, estou entre a negação e a raiva. Ainda não acredito no apito final, mas já começo a sentir um ódio, fantasiado de mau-humor crônico, a me subir pela espinha. Hoje, não queiram me encontrar em uma fila demorada do INSS ou numa Avenida chamada Brasil.


Continuo brasileiro e patriota, dentro e fora de campo, mas não retiro rigorosamente nenhuma vírgula do que escrevi. Por ora, vamos mudar de assunto, que eu já não aguento mais escutar, nem falar de futebol!


21 de abril de 2014

Os governantes e os ouvidos moucos da arrogância, por Aldo Fornazieri - Luis Nassif Online


Maquiavel é tido como o pai da política moderna. Exerceu enorme influência na republicanização do pensamento político inglês, via pela qual influenciou também o debate constitucional e o republicanismo norte-americanos. A política brasileira, sabidamente, é antimaquiaveliana em dois sentidos: 1) no processo de formação dos nossos governantes nunca esteve presente a ideologia da virtude (virtù) enquanto qualidade moral e capacidade operacional excepcional do líder, orientadas para a construção da grandeza do Estado e do exercício bom governo para o povo; 2) a construção do nosso processo democrático e republicano foi marcada pela ausência de uma efetiva ideologia republicana da preeminência da coisa pública e da participação autônoma da cidadania política no controle do exercício do poder. Não é um mero acaso que a primeira edição de O Príncipe em língua portuguesa só apareceu em 1935.

A política brasileira carrega, até hoje, os vícios da tradição patrimonialista, do particularismo, da intriga, do engano, da imoralidade, da usurpação e da corrupção. Na nossa tentativa de construção nacional, os aglomerados dos grupos particularistas sempre usurparam o interesse geral e bloquearam a perspectiva de construção de uma comunidade nacional. A falta de sentido e a desordem fizeram com que os acasos (fortuna) prevalecessem sobre as virtudes. As “ideias fora de lugar” e os “mal-entendidos”, no que diz respeito à democracia e a república, estão aí até hoje.

Os líderes com perspicácia estratégica, prudentes e virtuosos, foram raríssimos. Em contrapartida, os autoritários, os arrogantes e os ignorantes foram e são abundantes. Com isso, não se percebem as mudanças das conjunturas, as necessidades de inovação, as ocasiões e as oportunidades que se apresentam para conferir um sentido ao Brasil e construir uma comunidade de destino nacional. Uns, os oportunistas, se aproveitam do poder como forma de viver da política. Outros, cegados pelo dogmatismo ideológico, esquizofrenicamente, negam o princípio de realidade e adotam fórmulas abstratas, mantendo o país prisioneiro da inatualidade. A nossa defasagem e desarticulação em relação à globalização é um exemplo clamoroso do estrago que as fórmulas ideológicas alienígenas podem produzir.


A Necessidade de Líderes Prudentes

Discutir a qualidade da nossa política e das nossas instituições é uma demanda fundamental para a produção de uma nova cultura - mais democrática e mais republicana. Neste ano, a discussão se torna ainda mais pertinente por termos eleições gerais no país. Os candidatos devem ser pressionados e demandados quanto aos compromissos para com a moralidade e a ética públicas.

O eleitor, no processo de decisão de seu voto, de modo geral, leva em consideração três critérios: as qualidades do líder, sua história (realizações etc.), e o programa (interesses e promessas que suscitam esperanças). Desde a filosofia política grega – particularmente desde Aristóteles – a qualidade da prudência está na mais alta conta como exigência de uma virtude inerente ao grande líder. Trata-se, evidentemente, de um conceito complexo que se desdobra em várias interfaces. Uma das sínteses possíveis desse conceito pode ser traduzida como a qualidade que o líder deve ter para decidir (deliberar) e agir de forma adequada no sentido de obter o resultado desejado e igualmente adequado para os governados, em se tratando de governantes.

Maquiavel adjudica a virtude de prudente ao líder que sabe ouvir conselhos. O governante que não sabe ouvir, normalmente se deixa enganar pelos aduladores. Os aduladores, por serem aduladores e quererem tirar proveito de suas relações com o poder, mentem e escondem a verdade ao governante. É uma boa fórmula para o desastre político. O governante prudente, porém, não pode deixar que todos lhes digam a verdade e a qualquer momento. Perderia a autoridade e o respeito. Ele deve solicitar os conselhos a pessoas sábias, probas e competentes, deixando que expressem suas opiniões para depois deliberar. A prudência (boa deliberação) não vem dos bons conselhos, mas da qualidade do governante de ouvi-los.

O líder democrático moderno, que é prudente, estimula o debate e a participação popular, ouve seus auxiliares, ministros e secretários, consulta a opinião pública, requisita estudos e análises de especialistas antes de deliberar. O líder prudente considera, inclusive, as opiniões divergentes e conflituosas. A administração dos negócios públicos e o exercício do comando político são afazeres tão complexos no mundo de hoje que a ideia de um filósofo-rei platônico onisciente e capaz de decidir sobre todas as coisas a partir dele mesmo não faz o menor sentido.


O Brasil e os Líderes Arrogantes

O oposto do líder democrático e prudente é o líder autoritário. Existem dois tipos: o autoritário porque é ignorante e faz do seu autoritarismo um instrumento de acobertamento de sua incompetência; e o autoritário porque é arrogante e se considera portador de um saber absoluto, o que o torna igualmente ignorante. O governante autoritário ou ignorante não ouve. Entram aqui os políticos com perfil de tecnocratas, com fama de gerentes. Mandam, gritam, exigem, não permitem o debate. Por arrogância ou por ignorância, eles estão “sempre certos”.

Outra forma de perquirir a prudência de um governante consiste em analisar a qualidade de seus auxiliares e a relação que ele mantém com estes. A boa política maquiaveliana recomenda que, nesse caso, se siga aquela máxima popular: “dize-me com quem andas e te direi quem és”. O governante deve cercar-se de auxiliares reputados, probos, competentes e fiéis. E deve requisitar-lhe o aconselhamento. Um dos paradigmas positivos neste caso aqui foi Lincoln, que chegou a escolher como Secretários de seu governo os seus concorrentes nas eleições presidenciais por serem competentes.

No Brasil, a regra dos políticos é a de não importar-se com a presença das más companhias. A mais nova vítima desta imprudência foi o petista André Vargas. Não será a última. Oportunistas, aproveitadores e corruptos se acercam a todos os partidos e ocupam cargos em quase todos os governos.

Os piores males da falta de prudência consistem em deliberar e agir sem levar em consideração as possíveis consequências das decisões e das ações. Os governantes arrogantes são escolados nessa prática nefasta. Ao se depararem com o desastre de suas ações, a culpa é dos outros. Trata-se da ausência da ética da responsabilidade a que se referia Max Weber. Os desmandos administrativos, o desperdício de recursos, a construção de obras desnecessárias, a carência de direitos dos cidadãos, os maus negócios, as escolhas erradas que provocam desastres econômicos e sociais são apenas algumas consequências dessa falta de ética da responsabilidade e de bom senso. O descrédito da política e dos políticos, construído tijolo por tijolo por eles mesmos, expressa, nesse momento, uma maior consciência da sociedade sobre a má qualidade da cultura e das práticas políticas no Brasil. Neste momento de repulsa à política, que é a forma de uma consciência ainda negativa, tende a traduzir-se num elevado número de votos brancos, nulos e de abstenções nas eleições presidenciais.

Aldo Fornazieri – Cientista Político e Professor da Escola de Sociologia e Política.

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O espaço do Luis Nassif é excelente. Muita coisa boa por lá. Recomendo que visite. Devo esclarecer que reproduzi o texto aqui no Parlatório sem expressa autorização, no entanto, acredito que por  sua clareza, simplicidade e relevância, deve ser divulgado em todos os cantos possíveis, com os devidos créditos é claro, para que chegue ao maior número de olhos.
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