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16 de agosto de 2013

Democracia X Democracia formal


Todo governante que para se manter no poder ou implementar suas políticas tenha necessidade de rotineiramente apelar à força do Estado demonstra, cada vez que a usa, evidente ilegitimidade.

Interessante notar que o uso prolongado da força estatal tem como efeito colateral desconectar o próprio governante da realidade da mesma forma que o povo por exposição prolongada ao pão e circo também se aliena.


Mas voltando à ilegitimidade do governante.

Fica patente seja por não ter apoio popular - pois se o tivesse a recorrência à força seria esporádica e não rotineira - ou por demonstrar absoluta incompetência em administrar conflitos. Devendo-se considerar que uma das faces mais importantes da política contemporânea é justamente a capacidade de bem administrar os conflitos decorrentes da complexidade social que se impõe.

Seja por um ou outro motivo o governante torna-se ilegítimo dentro de um cenário que se queira democrático.

Aqueles que moram em uma democracia formal - e muitos nem sabem que moram - argumentarão "Mas ele (o governante) foi eleito... logo o povo "deu" a legitimidade..." ou “O povo votou mal agora é tarde...” ou algo do gênero.

É verdade que foi assim no passado relativamente próximo. No tempo onde “rouba mas faz” parecia fazer sentido, contudo, o mundo atual exige muito, muito, muito mais que isso. Com créditos do rouba mas faz disputado entre Adhemar de Barros e Paulo Maluf.


A mera formalidade na política nunca atendeu demandas sociais e atender tais demandas é condição sem a qual não há legitimidade (e futuro) para o Estado/governante/político contemporâneo.

A legitimidade democrática inicia na eleição pelo povo dos seus representantes. Importante frisar que supõe-se uma eleição limpa, livre e democrática. Essa eleição é a parte inicial do processo político e nunca uma carta branca para o governante tomar como privado o que é público e reinar da forma que bem entender. Isso definitivamente tem que acabar.

É o que as ruas pedem sem pedir.


Quem pensa (ou age) na política atual dentro dos moldes ultrapassados ficará à margem dos rumos que a política do século XXI vem tomando. Observe atentamente. A forma de fazer comércio, as relações sociais, as transações financeiras, a comunicação, o lazer e tudo mais que exista nas relações humanas está sendo fortemente influenciado pela internet.

A política não ficará de fora.

Assim como a invenção da prensa por Gutenberg foi considerado por muitos o evento mais importante da era moderna a utilização massiva da internet é o evento mais importante desde a prensa.

O fato é que estão mudando os rumos da velha história.


Participe.

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