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18 de fevereiro de 2012

Documentário Além do Ateu e do Ateísmo - Beyond the Atheist and Atheism

Excelente documentário que merece ser postado aqui e visto, não só por ateus, mas principalmente por quem não sabe o que é o ateísmo. Agradeço a que realizou/postou o vídeo no Youtube, e reproduzo abaixo o texto exatamente como publicado:

"O ateu não é uma pessoa má e o ateísmo não é um bicho de sete cabeças. Este documentário traz seis entrevistados que abordam o assunto e falam sobre o preconceito que os ateus e o ateísmo sofrem. Porque o ateísmo é tão polêmico? Porque muitos tratam os ateus como pessoas ruins? Além do Ateu e do Ateísmo traz o ateísmo à superfície e joga as cartas para o assunto ser debatido, mostrando que o ser humano deve e tem o direito de pensar livremente e de forme racional.

Ateus não são pessoas más, e o ateísmo não é ruim para a sociedade. Seis pessoas, ateus ou não, falam sobre ateísmo, preconceito, moral, família e como lidar com o assunto.
Além do Ateu e do Ateísmo traz à superfície um assunto polêmico com o intuito de abrir espaço para a discussão do tema e para mostrar que todo ser humano tem direito ao livre pensamento e escolha.

Roteiro, Produção e Direção: Carine Immig e Fábio Goulart
Produtora: Plongée - www.plongee.com.br
Apoio: Curso de Comunicação Social - Unisc e Unisc TV
Agradecimentos:
ATEA -- Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos
LiHS -- Liga Humanista Secular do Brasil
Casa de Cultura Mário Quintana
Curso de Comunicação Social
Unisc TV
Åsa Heuser
Cassionei Petry
Cesar Goes
Edgar Hoffmann
Eli Vieira
Pablo Villaça
E a todos que apoiaram este projeto


Documentário produzido para a disciplina Documentário II.
Curso de Produção em Mídia Audiovisual - Universidade de Santa Cruz do Sul
Professor: Jair Giacomini

Dezembro de 2011, Santa Cruz do Sul - RS"


Não deixe de conhecer o canal da no Youtube.

29 de janeiro de 2012

SOPA - PIPA - ACTA - A finalidade é uma só: CENSURA E CONTROLE

Os governos pelo mundo afora, pelo menos uma boa parte deles, está tentado aprovar leis que, em maior ou menor grau, vão influenciar diretamente na forma e no fluxo das informações via internet. O fundamento para aprovação de tais leis é dar maior eficácia ao combate dos crimes praticados na rede. Como toda justificativa emanada de qualquer governo para seus atos, é louvável.

Mas governantes mentem, muito, e governos não são nada além da comunhão de interesses das classes que detêm o poder. Na prática, o alcance das ditas leis vai muito além do que seria razoável para se alcançar seu objetivo. Uma comparação (grosseira) é a polícia matar todas as pessoas de um bairro para eliminar alguns bandidos que se escondem naquele bairro. Dessa forma os bandidos seriam eliminados, mas o preço não justifica o resultado.

Vejam por exemplo o caso do site Megaupload. Fecharam o site e todas as pessoas, em todo o planeta, que tinham arquivos guardados por lá tiveram o mesmo tratamento. Perderam seus arquivos. Ou será que alguém acha que todos os arquivos que estavam hospedados no site eram produto de crime? Eu mesmo perdi alguns filmes no Megavídeo, mas todos, repito, todos os filmes são de domínio público, logo fui vítima de um ataque cibernético engedrado pelo FBI.

Não se pode mais cercear a liberdade das pessoas. Esse tempo já passou. E isso é o que faz os governos tremerem pois agora novos paradigmas se apresentam e o próximo passo está cada vez mais rápido e imprevisível.

Justamente para tentar prever "o próximo passo", o FBI quer monitorar/censurar as redes sociais usando sistemas de análise e (certamente) intervenção nas mesmas. A declaração da adoção dessa prática prova que o poder está temeroso com a amplitude da liberdade e fonte de conhecimento que a net se transformou.

O povo continua sendo gado, mas um gado que navega na internet. Por aqui corre-se o risco de pegar uma contaminação viral que pode derrubar governos, depor ditadores, alterar o rumo da história. Um novo mundo se descortina. Impressiona-me que muitas pessoas ainda não tenham percebido que através da grande rede todos somos espectadores/atores do processo. Basta querer participar. Por isso:

1. Informe-se
2. Divulgue
3. Não negocie a sua liberdade

LEIA TAMBÉM

BBB - A masturbaçao nacional - Antonio Veronese

Cinco minutos que falam muito.

22 de janeiro de 2012

PIPA / SOPA - Leis anti-pirataria ou controle social? - Postagem original no http://telecinebrasil.blogspot.com/

Boa parte das pessoas que navegam na internet já ouviram falar dos tais projetos de lei propostos nos EUA denominados PIPA (Protect Intellectual Property Act) e SOPA (Stop Online Piracy Act), cujo discurso visando a aprovação é de defender direitos autorais no espaço virtual - que de fato são desrespeitados - e com certeza viram a notícia de que ontem (19/01/2012) o site megaupload foi fechado e seus responsáveis foram presos.


O fechamento do site prova que as leis vigentes nos EUA atualmente são suficientes para combater a pirataria, e se tal combate não dá resultado é por ineficiência e não por ausência de suporte legal. Essa ineficiência se prova com o apagão do site do FBI após o ataque feito pelos Anonymous.

Mas então porque aprovar novas leis? Qual a real finalidade e alcance dessas novas leis?

Segundo Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV no Rio de Janeiro e diretor do Creative Commons no Brasil, em entrevista concedida ao "Caros Amigos" ( http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2426-sopa-e-pipa-o-imperio-contra-ataca ) SOPA "dá às gravadoras e a Hollywood o poder de derrubar qualquer site que não seja americano do ar, por mera suspeita de violação à "propriedade intelectual americana". Além disso, permite sufocar financeiramente esses sites, proibindo empresas de cartão de crédito e bancos de repassarem recursos a eles. Tudo isso sem a apreciação prévia do poder judiciário; O SOPA é uma afirmação do poder geopolítico dos EUA sobre a Internet". E mais: "o SOPA não traz nenhum benefício ao usuário, apenas à indústria. Ao contrário, ele reduz a competição na internet e vai reduzir a oferta de novos serviços. Ele também é prejudicial para países como o Brasil, que são justamente o alvo do projeto: empreendedores brasileiros que criarem um novo site voltado para o mercado global podem ser penalizados pelos EUA e terem seu site removido do ar sem aviso prévio".

Nos EUA (como também no Brasil) os políticos recebem rios de dinheiro de grupos que cobram seu investimento na forma de leis que defendam seus interesses. Esses grupos/políticos consideram um risco à suas posições de poder a plebe ter acesso a informações cuja fonte esteja fora da grande mídia por eles controlada (o Vaticano temia a prensa por popularizar o conhecimento com a fabricação em massa de livros).

Além disso a grande rede serviu (e serve) de instrumento de mobilização para manifestações de massa. Foi o caso na "Primavera árabe" e do "Ocupe Wall Street". Com os EUA atravessando uma grave crise a net é uma ferramenta potencialmente perigosa nas mãos do povo.

Minha humilde (mas firme) colaboração com a liberdade de expressão fica aqui registrada. Continuarei postando on line filmes de domínio público. Estou me esforçando para recolocar todos os filmes que "desapareceram" por conta do fechamento do Megavídeo e peço que se informem, peço que divulguem, pois o que está em jogo - na verdade - não é o direito de assistir filmes, o que está em jogo é um futuro onde as pessoas terão espaço e liberdade ou se esse espaço será ocupado exclusivamente pelos InteressesCorporativos S.A

Wikipedia: SOPA 
Mais informações.
Vídeo que coloquei aqui exatamente um mês atrás - Censura na internet: Protect IP Act Breaks the Internet - legendado

21 de janeiro de 2012

Pirate Bay desafia #Sopa e #Pipa em nota

The Pirate Bay

INTERNETS, 18 de janeiro de 2012

Há mais de um século, Thomas Edison conseguiu a patente para um aparelho que faria “para olho o que o fonógrafo fazer para o ouvido”. Ele o chamou de cinetoscópio [Kinetoscope]. Ele não foi apenas o primeiro a gravar vídeo, mas foi também a primeira pessoa a ser dono do copyright de um filme cinematográfico.

Por causa das patentes de Edison para filmes cinematográficos, quase foi financeiramente impossível criar filmes de cinema na costa oeste norte-americana. Os estúdios de cinema, assim, mudaram para a Califórnia e fundaram o que hoje chamamos de Hollywood. A principal razão é que ali não haviam patentes.

Não havia também nada de copyright, então os estúdios podiam copiar velhas histórias e fazer filmes a partir delas – como Fantasia, um dos maiores hits da história da Disney.

Portanto, toda a base dessa indústria, que está hoje aos gritos sobre perda de controle sobre direitos não-materiais, é que eles driblaram direitos não-materiais. Eles copiaram (ou, de acordo com sua terminologia,”roubaram”) as obras criativas de outras pessoas sem pagar por isso. Eles o fizeram para obter grandes lucros. Hoje, eles são todos bem-sucedidos e a maior parte dos estúdios está na lista da Fortune das 500 empresas mais ricas do mundo. Parabéns – está tudo baseado em ser capaz de reutilizar criações de outras pessoas. E hoje eles detém os direitos das criações de outras pessoas. Se você quer lançar alguma coisa, você tem que seguir as regras deles. As regras que eles criaram depois de driblar as regras de outras pessoas.

A razão pela qual eles estão sempre reclamando dos “piratas” hoje é simples. Nós fizemos o que eles fizeram. Nós driblamos as regras que eles criaram e criamos as nossas próprias. Nós esmagamos o seu monopólio ao dar às pessoas algo mais eficiente. Nós permitimos que as pessoas tenham comunicação direta entre si, driblando o intermediário lucrativo, que em alguns casos levar mais que 107% dos lucros (sim, você paga para trabalhar para eles).

Tudo se baseia no fato de que representamos competição.

Provamos que a forma atual como existem não é mais necessária. Somos simplesmente do que eles são.

E a parte engraçado é que as nossas regras são muito similares às ideias que fundaram os EUA. Lutamos pela liberdade de expressão. Enxergamos as pessoas como iguais. Acreditamos que o público, não a elite, deveria governar a nação. Acreditamos que leis deveriam ser criadas para servir o público, não corporações ricas.

O Pirate Bay é uma comunidade verdadeiramente interacional. Nossa equipe está espalhada por todo o globo – mas ficamos fora dos EUA. Temos raízes suecas e um amigo sueco nos disse isso:

A palavra SOPA significa “lixo” em sueco. A palavra PIPA significa “um cano” em sueco. É claro que isso não é coincidência. Eles querem tornar a internet um cano de mão única. Eles por cima empurrando lixo cano abaixo para o resto de nós, consumidores obedientes.

A opinião pública nesse assunto é clara. Pergunte a qualquer um na rua e você vai descobrir que ninguém quer ser alimentado com lixo. Por que o governo americano quer que o povo americano seja alimentado com lixo foge à nossa compreensão, mas esperamos que você o impeça, antes que afoguemos todos.

A Sopa não pode fazer nada para brecar o Pirate Bay. Na pior das hipóteses, mudaremos o domínio principal: do atual .org para uma das centenas de nomes que também já usamos. Em países onde estamos bloqueados (os nomes China e Arábia Saudita são os primeiros que vêm à cabeça), eles bloqueiam centenas de nomes de domínios nossos. E adianta? Não muito.

Para consertar o “problema da pirataria” deveria se ir à raiz do problema. A indústria do entretenimento diz que eles estão criando “cultura”, mas o que eles realmente fazem é vender coisas como bonecas caríssimas e fazer meninas de 11 anos se tornar anoréxicas. Seja de trabalhar nas fábricas que criam as bonecas por praticamente salário nenhum, seja por assistir filmes e programas de TV que as fazem pensar que são gordas.
No grande jogo de computador de Sid Meiers, Civilization, você pode construir maravilhas do mundo. Um dos mais poderosos é Hollywood. Com ele, você controla toda a cultura e mídia do mundo. Rupert Murdoch ficou feliz com MySpace e não via problemas com sua própria pirataria até seu fracasso. Agora ele reclama que o Google é a maior fonte de pirataria do mundo — porque ele está com ciúmes. Ele deseja manter seu controle mental sobre as pessoas e está claro que você consegue um visão mais honesta das coisas na Wikipedia e no Google do que na Fox News.

Alguns dos fatos (anos, datas) nesse texto estão provavelmente erradas. O motivo é que não podemos acessar essas informações quando a Wikipedia está fora do ar. Por causa da pressão de nossos rivais decadentes. Pedimos desculpas por isso.

—THE PIRATE BAY, (K)2012
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