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12 de março de 2015

Precisamos de reforma política - Nadia Bambirra


Definitivamente esse movimento de ódio está passando dos limites!

Quem realmente conhece a história do MST? O autêntico movimento dos camponeses deste país que lutam por terra para trabalhar, de forma sustentável.

A ignorância gerada por capas como a da veja, que colocou Stedile com cara de demônio é a origem desse tipo de estupidez.


Um país com a quantidade de terra do nosso e que temiam povo miserável no campo é inaceitável.

E sabem porque?

Pois é, porque a terra é latifúndio dos mesmos caras que querem entregar a Petrobras e que estão na corja de Brasília.


Quem já escutou o discurso de Stedile? Eu sim!

Quem conhece o trabalho da Escola Florestan Fernandes? Eu sim.

Quem conhece a trajetória dele? Eu sim.

Respeito ao único movimento popular autêntico deste país!

Discordar é um direito, disseminar ódio e pedir a morte é no mínimo estupido.

E qualquer comentário ignorante a este post será motivo para ser retirado na minha rede. Basta! Cansei! A minha história se fez na política!

Fui uma criança que não teve o direito de crescer no meu país e só conheci minha terra e minha família aos 15 anos com a anistia! Não venham falar em golpe e movimentos anti democráticos.

Eu não votei na Dilma, mas foi uma escolha legítima, nas urnas. E quem rouba a Petrobras é a política nacional historicamente!

Precisamos de Reforma Política. Não do PMDB no governo!


5 de março de 2015

ESCÂNDALO HSBC - O Brasil precisa apurar!

Desde meados de fevereiro tem circulado na imprensa mundial o vazamento de uma vasta documentação revelando que a filial do HSBC na Suíça foi cúmplice de uma série de crimes financeiros. As informações foram vazadas por Hervé Falciani, ex funcionário do próprio banco, que acusou o HSBC de criar um sistema de auto enriquecimento através da evasão de divisas e lavagem de dinheiro, tudo à custa da sociedade. Os dados estão de posse do Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo - ICIJ (International Consortium of Investigative Journalism). A operação foi batizada de “Swissleaks”.

Trata-se do maior vazamento de dados bancários da história, algo em torno de US$ 120 bilhões – o equivalente a 340 bilhões de reais na taxa atual de câmbio, correspondendo ao período de 2005 a 2007, envolvendo 106 mil clientes de 203 países, que tinham depositado nas contas secretas do HSBC suíço.

Mas a prática criminosa do HSBC parece não estar restrita a sua filial suíça. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o próprio presidente-executivo do HSBC, Stuart Gulliver, que veio recentemente a público prometer “reformar o banco”, escondeu milhões de libras em uma conta na Suíça por meio de uma empresa no Panamá. Ou seja, uma farra financeira que envolve, além dos clientes de má procedência, os próprios executivos do HSBC. Pratica esta que certamente tem contribuídos para engordar os lucros do bancos, que em 2014 foram em torno de 13 bilhões de libras.

O Brasil é o quarto país em número de clientes que constam nos documentos vazados pela ICIJ, com 8.667 potenciais sonegadores, que somam um montante de aproximadamente 8 bilhões de dólares - quase 20 bilhões de reais. Os nomes dos brasileiros ainda não foram amplamente divulgados. Apenas o jornalista do UOL, um dos brasileiros vinculados ao ICJI, recebeu a lista, que teria sido encaminhada à Receita Federal para averiguação.

Fernando Rodrigues divulgou apenas 11 pessoas da lista de brasileiros até agora, segundo ele ligadas ou citadas de alguma forma no escândalo da Operação Lava. Entre os nomes divulgados por Rodrigues estão o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, delator na Operação Lava Jato e que já havia revelado ter mantido valores no HSBC, oito integrantes da família Queiroz Galvão, o empresário Júlio Faerman (ex-representante da holandesa SBM) e o doleiro Henrique Raul Srour.

Outros nomes como o de Robson Tuma fariam parte da lista - segundo o jornalista Luis Nassif o endereço do ex-deputado ((Avenida Cauaxi 189, ap 203, Alphaville, Barueri) aparece na lista do HSBC. Ou do banqueiro Edmond Safra, do Banco Safra, e a família Steinbruch, dono da Vicunha e da CSN, segundo o jornalista Miguel do Rosário. “O Banco Safra foi o banco usado pela Globo para comprar os dólares que enviaria às Ilhas Virgens Britânicas, quando se envolveu naquela “engenhosa operação” para adquirir os direitos de transmissão da Copa de 2002 sem pagar os devidos impostos”, afirma o jornalista.

Mas apesar da grande dimensão do escândalo, e do fato do Brasil ocupar o quarto lugar na lista de potenciais sonegadores, há hoje em nosso país um silêncio sepulcral da grande mídia sobre o assunto, assim como dos líderes da oposição de direita e do próprio governo. Talvez porque muitos dos seus façam parte da lista, além do fato óbvio de que não há por parte destes segmentos muita disposição em enfrentar os ricos e poderosos, suspeitos de estarem envolvidos até o pescoço no maior escândalo financeiro que se tem conhecimento.

Até agora, só o que temos de concreto são declarações de intenções dos órgãos do governo brasileiro de que os documentos serão analisados, mas numa morosidade que beira a paralisia. A Receita Federal, por exemplo, divulgou uma nota de esclarecimento, afirmando que estava investigando o caso, apenas três meses após ter recebido a lista das mãos do jornalista Fernando Rodrigues, da UOL - único jornalista brasileiro membro da ICIJ que recebeu os dados do vazamento.

A sociedade brasileira precisa pressionar o governo e o parlamento para que a apuração deste escândalo se dê de forma imediata, com a divulgação pública dos nomes comprovadamente envolvidos nos crimes financeiros de sonegação e evasão fiscal. Da mesma forma, a mídia deve colocar em prática seu discurso em defesa do direito à informação, com a divulgação do fato e da lista de brasileiros com contas secretas na suíça. Uma informação que, aliás, já deveria ter sido solicitada oficialmente pelo governo Brasileiro, por envolver questões de interesse nacional.

É um absurdo que os partidos da base do governo e da oposição de direita, com o evidente apoio da grande mídia, falem em “ajustar as contas públicas” por meio de corte de gastos sociais e redução de direitos trabalhistas enquanto os mais ricos que sonegam impostos e guardam suas fortunas em paraísos fiscais permanecem impunes.

A economia de R$ 18 bilhões anunciado pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por meio da restrição de direitos como o seguro desemprego, seguro defeso, pensão pós-morte e auxílio doença, representa menos do que o montante de 20 bilhões de reais guardadas por brasileiros nas contas secretas do HSBC suíço. Isso num quadro em que o governo e seu ministro da fazendo não tem qualquer disposição para adotar medidas redistributivas fundamentais, como é o caso da Reforma Tributária de caráter progressivo e a taxação das grandes fortunas.

Em contra partida, nos últimos dois anos, o governo federal deixou de receber, a título de renúncia fiscal, R$ 200 bilhões de reais devido às isenções concedidas ao setor empresarial, que foram beneficiados pela redução de alíquotas, isenção de IPI e desonerações.

Exigimos a apuração imediata do escândalo do HSBC, com a adoção de todas as medidas legais cabíveis para garantir a punição dos sonegadores e o ressarcimento dos recursos aos cofres públicos.

Muito obrigado.

Ivan Valente
Deputado Federal PSOL-SP.

Brasília, 25 de fevereiro de 2015.
(Pronunciamento)


3 de março de 2015

Quem quer intervenção militar?

Intervenção militar é outro nome para golpe de Estado.
Por vezes golpe também é cinicamente chamado de revolução.


Nossa história já teve muitos "golpes" e "revoluções" e nem por isso o país era melhor. Ao contrário, fomos durante a maior parte do tempo uma república de bananas subjugada aos interesses de potências estrangeiras.


Além disso, após um golpe de Estado, a única mudança real é que se troca uns corruptos - em nosso caso acusados na justiça e mídia - por outros corruptos que uma vez no poder vão censurar, perseguir, torturar e matar seus acusadores.


O cidadão brasileiro que pede por intervenção militar precisa estudar, amadurecer e entender que democracia é barulhenta.

Povo silencioso é coisa de ditaduras.


Viver em um regime democrático pressupõe conviver com opostos e maturidade política/ideológica é exatamente isso.


Mas se ainda assim a pessoa quer intervenção militar, então só tem um jeito:

Vai morar na Coréia do Norte.

21 de fevereiro de 2015

O QUE ESTÁ EM JOGO AGORA

A chamada Operação Lava Jato, a partir da apuração de malfeitos na Petrobras, desencadeou um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia.

Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação tem lhe valido a conquista dos principais prêmios em congressos internacionais.

Está à vista de todos a voracidade com que interesses geopolíticos dominantes buscam o controle do petróleo no mundo, inclusive através de intervenções militares. Entre nós, esses interesses parecem encontrar eco em uma certa mídia a eles subserviente e em parlamentares com eles alinhados. Debilitada a Petrobras, âncora do nosso desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, serão dizimadas empresas aqui instaladas, responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial.

Por outro lado, esses mesmos setores estimulam o desgaste do Governo legitimamente eleito, com vista a abreviar o seu mandato. Para tanto, não hesitam em atropelar o Estado de Direito democrático, ao usarem, com estardalhaço, informações parciais e preliminares do Judiciário, da Polícia Federal, do Ministério Público e da própria mídia, na busca de uma comoção nacional que lhes permita alcançar seus objetivos, antinacionais e antidemocráticos.

O Brasil viveu, em 1964, uma experiência da mesma natureza. Custou-nos um longo período de trevas e de arbítrio. Trata-se agora de evitar sua repetição. Conclamamos as forças vivas da Nação a cerrarem fileiras, em uma ampla aliança nacional, acima de interesses partidários ou ideológicos, em torno da democracia e da Petrobras, o nosso principal símbolo de soberania.

20 de fevereiro de 2015

Alberto Passos Guimarães Filho; Aldo Arantes; Ana Maria Costa; Ana Tereza Pereira; Cândido Mendes; Carlos Medeiros; Carlos Moura; Claudius Ceccon; Celso Amorim; Celso Pinto de Melo; D. Demetrio Valentini; Emir Sader; Ennio Candotti; Fabio Konder Comparato; Franklin Martins; Jether Ramalho; José Noronha; Ivone Gebara; João Pedro Stédile; José Jofilly; José Luiz Fiori; José Paulo Sepúlveda Pertence; Ladislau Dowbor; Leonardo Boff; Ligia Bahia; Lucia Ribeiro; Luiz Alberto Gomez de Souza; Luiz Pinguelli Rosa; Magali do Nascimento Cunha; Marcelo Timotheo da Costa; Marco Antonio Raupp; Maria Clara Bingemer; Maria da Conceição Tavares; Maria Helena Arrochelas; Maria José Sousa dos Santos; Marilena Chauí; Marilene Correa; Otavio Alves Velho; Paulo José; Reinaldo Guimarães; Ricardo Bielschowsky; Roberto Amaral; Samuel Pinheiro Guimarães; Sergio Mascarenhas; Sergio Rezende; Silvio Tendler; Sonia Fleury; Waldir Pires.

Texto original no Luis Nassif OnLine

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Tenho visto muita gente boa comprar a ideia de que para "resolver" a corrupção no Brasil é necessário "atacar" a democracia e o Estado de Direito. Parecem não perceber que nossa história, desde 1889, foi exatamente uma longa repetição desse erro.

Precisamos aperfeiçoar o sistema democrático e não combatê-lo.

Quem acredita que o problema é a democracia é burro.

Quem fomenta essa ideia é mal intencionado.

Afinal, é só juntar a com b para perceber quem seria (novamente) favorecido com nosso país institucionalmente rastejante.

A luta contra a corrupção não é contra o Brasil.


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